Somos assim: somos o que pensamos, o que sentimos...e somos acima de tudo, aquilo em que acreditamos!
Nossos ídolos são nossos espelhos...refletem nossa alma, e nos levam ao encontro de nossos desejos, nossos sonhos, nossas fantasias, nosso eu mais profundo...e nos tornam muitas vezes mais fortes, porque acreditamos neles!
Somos assim: sedentos por nos apaixonar, por acreditar, por nos sentir vivos...e é isso que nos torna seres tão incrivelmente sedutores e apaixonantes!

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Relação custo/benefício : a vida ensina essa lição.

Viver custa muito caro.
Vestir-se custa muito, comer, andar de carro, andar de ônibus, trem, metrô, trabalhar, tudo muito caro.
Procurar emprego: custa caro.
Cuidar da saúde: custa caro.
Ficar bonito, melhorar a auto-estima: custa muito caro.
Criar os filhos: custa caro.
Ter filhos: custa caro.
Estudar: custa muito caro.
Viajar, ir ao cinema, tirar férias: custa muito caro.
Ir ao dentista, comprar um óculos, remédios: tudo muito, muito caro.
Morrer: custa caro!
Quanto vale tudo isso? O que se ganha, com todo esse gasto?
Vale o tempo de uma vida, que se vai, contra nossa vontade, contra a vontade do nosso relógio, pois não temos hora marcada para essa partida; vale um tempo precioso, muitas vezes gasto com valores pequenos.
Quanto custa um abraço? Um afago, uma palavra de conforto, um gesto amigo?
Custa o tempo de um "abrir e fechar" de braços, o tempo de um movimento labial, o tempo de um olhar caridoso e confortante,custa o tempo de um simples gesto.
E quanto vale? E como vale!
Vale um conforto na hora certa, vale uma lágrima a menos derramada, vale um dia a menos, ou horas, não importa, de tristezas, angústias, solidão.Vale momentos de alegria, vale a segurança, um abrigo, um sorriso de alívio.
Me dê seu abraço, receba o meu...e a vida em preto e branco, ganha cor e muito mais valor!


Abaixo, uma história real e emocionante, vale a pena ler e ver o vídeo.

"Sou alguém em busca de um abraço...o abraço que me dá vida, o abraço que me aquece...o abraço que me cura as feridas...o abraço que me excita...o abraço que acalanta os meus sonhos...o abraço que me salva...me redime...me faz e me desfaz!"

Onde tudo começou

Há um ano atrás, Juan Mann era só um homem estranho que ficava parado no Pitt Street Mall em Sydney, Austrália oferecendo abraços de graça para as pessoas que passavam pelas ruas. Um certo dia, Mann ofereceu um abraço a Shimon Moore, o líder da banda Sick Puppies e, desde então se tornaram bonsamigos.
Um certo dia Moore decidiu gravar Mann fazendo sua campanha por "Free Hugs". À medida que o Free Hugs atingiu proporções maiores, o conselho da cidade tentou banir a campanha . Então Mann e seus amigos fizeram uma petição com mais de 10.000 nomes apoiando a campanha do abraço de graça.
Quando a avó de Mann morreu, Moore decidiu mixar o vídeo que ele tinha feito do Free Hugs com a música All the Same, que ele havia gravado com a sua banda Sick Puppies.
Vale a pena conferir o vídeo. Um filme que apresenta uma verdadeira história que inspira humanidade e esperança.
Algumas vezes um abraço é tudo que precisamos.
Free Hugs é uma história real, sobre um homem que acreditava que sua missão era trazer alegria na vida das pessoas através de um abraço.
"Note que o vídeo é em preto e branco e, só ganha cor após Juan Mann receber o seu primeiro abraço."

video

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Obras de Sebastião Salgado... Não dá prá ficar indiferente.















domingo, 26 de agosto de 2007

Eu, por eu mesma...



quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Arte do dia

Créditos: Doodle Dia de Sol : Beautiful Doodles by Anna Ribeiro









segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Agora é oficial, a Língua Portuguesa vai mudar mesmo.

Há anos esse fato aparece nos noticiários, mas sempre na espera de uma data para se concretizar. Isso porque em 1991, após muita discussão, os países de língua portuguesa (Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor Leste) formularam um acordo de unificação e padronização da ortografia.
O objetivo era possibilitar uma maior integração entre os diferentes povos que, em tese, têm a mesma língua, porque da maneira como o Português existe hoje cada país fala e escreve uma “língua” diferente, quase como um dialeto.
Em muitos casos era necessário redigir dois documentos praticamente iguais, um em português brasileiro e outro em português de Portugal, o que não fazia o menor sentido.
Não existe uma data específica, mas a mudança deve começar em 2008. O governo já prepara uma licitação para adquirir material didático com as novas regras para 2009.
É justamente nas salas de aula que se inicia essa transformação, que deve englobar, aos poucos, toda a sociedade.


Mas afinal, o que muda?

O alfabeto passa a ter 26 letras, contra 23 de hoje, pois haverá a inclusão do K, do W e do Y.
Acento agudo deixará de existir:
Para diferenciar. Assim, devemos grafar “para” do verbo parar da mesma maneira como grafamos a preposição “para”. Até hoje este verbo era grafado com acento (Pára). “Pêlo”, como os dos cachorros serão grafados da mesma maneira que “pelo”, a preposição;
Em ditongos abertos de palavras paroxítonas (“ei”, “oi”). Desta maneira idéia vira ideia, assembléia vira assembleia, heróica vira heroica e jibóia vira jiboia;
Palavras paroxítonas com “i” e “u” tônicos, como feiúra, que virará feiura.
O acento circunflexo também cairá em alguns casos:
Palavras paroxítonas terminadas em "o" duplo, como vôo, enjôo, perdôo, abençôo;
E verbos em que este acento era utilizado para diferenciar os verbos "crer", "dar", "ler", "ver" e seus derivados.
O hífen deixará de existir quando:
A primeira palavra terminar em vogal e a segunda começar com uma vogal diferente. Aero-espacial passará a ser grafado aeroespacial;
Quando a segunda palavra começar com “R” ou “S”. Contra-regra vira contrarregra e anti-semita vira antissemita.
Será mantido o hífen quando os prefixos terminarem em “R”, ou seja, “Super”, “Hiper” e “Inter”.
Trema
A famosa queda do trema enfim ocorrerá. Nada mais de lingüiça ou tranqüilidade. O correto passará a ser linguiça e tranquilidade.
Com as novas regras estima-se entre 0,5% e 2% da escrita no Brasil sofrerá alteração.


Quando um país, determina através de lei, o emburrecimento coletivo de seu povo, estamos mesmo diante do caos.
Diante da necessidade de ensinar as pessoas a respeitar a nossa língua, e a usá-la de forma correta, nos deparamos com uma solução bem mais rápida, prática e conveniente, no ponto de vista das relações entre o Brasil e outros países; torna-se a língua pátria mais fácil, mais simples, mais acessível à nossa falta de cultura, estrangulando-se assim, uma das maiores riquezas culturais desse país.
A partir de 2008, estaremos um pouco mais pobres.
Um passo atrás...o retrocesso institucional.
Mais detalhes, acesse:
Ig educação




domingo, 19 de agosto de 2007

Acredito sim, que a arte é capaz de nos mostrar respostas, mesmo às questões mais complexas. Não tenho a pretensão de fazer parecer que tenho a receita para resolver os problemas mundiais, quem me dera; mas mesmo assim, tenho procurado passar à quem me conhece e convive comigo, a idéia de que na arte, inclusa à educação, temos um caminho certo para consertar muito, da infinidade de erros e injustiças a que somos submetidos hoje em dia.
Tenho a convicção de que os projetos sociais que se utilizam da arte, como instrumento de convencimento e apreensão da realidade, têm sido responsáveis pela inclusão social de muitos jovens, e adultos também, e pela reabilitação de outros tantos, já corrompidos e tidos, erradamente, como causa perdida pela sociedade.
Trago aqui, a partir de agora, alguns exemplos de projetos desse tipo, e, espero com isso, que mais pessoas passem , assim como eu, a acreditar um pouco mais num futuro menos injusto, e mais dígno para uma grande parcela da população desse e de outros países.

"Dê uma arma nas mãos de uma criança, e ela aprende a destruir a vida...dê-lhe um pincel, e ela aprende a dar vida aos sonhos!"

Fundado em novembro de 2001, o Instituto Elo Amigo é uma organização sem fins lucrativos, reconhecida como uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), que nasceu da vontade de um conjunto de atores locais de mudar os rumos do desenvolvimento do semi-árido cearense. A principal área de atuação são os municípios de Acopiara, Iguatu, Quixelô, Jucás e Orós, no Ceará, que formam a Microrregião do Médio Jaguaribe.
Com a missão de promover ações integradas de desenvolvimento humano, local e sustentável a partir da educação e inserção social/econômica de adolescentes e jovens protagonistas, o Elo Amigo vê o jovem como um ator estratégico e um elo que possibilita a sustentabilidade do desenvolvimento, entre as gerações atual e futura.
O Instituto Elo Amigo compartilha com Amartya Sen o entendimento de que “o desenvolvimento consiste na eliminação de privações da liberdade que limitam as escolhas e as oportunidades das pessoas de exercerem ponderadamente sua condição de agente”.
Para cumprir sua Missão, o Instituto desenvolve ações integradas de Educação para o Desenvolvimento, pelo e para o trabalho, voltadas para o fortalecimento das dimensões social, cultural, econômica, política e ambiental.

Mais detalhes aqui: Elo amigo


Projetos de Arte e Cultura do Médio Jaguaribe farão parte de Mostra Fotográfica

Luis Abregu, fotógrafo argentino e autor de fotos do livro Patrimônio da Humanidade do Brasil, apoiado pela Unesco, visitará a Microrregião do Médio Jaguaribe com o objetivo de registrar experiências sociais de arte e cultura desenvolvidas por jovens. A visita faz parte de uma agenda que envolve sete microrregiões onde a Fundação Kellogg apóia a formação de Conjuntos Integrados de Projetos (CIP´s), articulações envolvendo diversos setores da sociedade com o objetivo de elaborar e desenvolver uma proposta coletiva de desenvolvimento. No Médio Jaguaribe, o Instituto Elo Amigo é animador das discussões sobre CIP e responsável pelo acompanhamento do registro.
Entre os projetos a serem visitados na região estão a Cia. Deus Baco de Teatro, de (Acopiara), Cia. Chacoalho de Teatro (Iguatu), Cia Foco de Dança (Iguatu), o Projeto Abrakdart (Orós), a Fundação Raimundo Fagner (Orós) e a Escola Eleazar de Carvalho (Iguatu). Com a visita de Abregu, será fornecido aos projetos fotografados um material que vai enriquecer os instrumentos de comunicação e de divulgação dessas experiências. Esse material também será publicado em um livro, que reunirá fotos de todos os Estados visitados, e as imagens farão parte de uma exposição durante a 1ª. Mostra Brasil: Juventude transformando com Arte. A Mostra é um evento nacional que vai ser realizado no Rio de Janeiro, de 24 a 26 de abril, e tem o objetivo de abrir espaços para a divulgação de resultados artísticos de grupos e projetos sociais, para a reflexão, intercâmbio e criação artística conjunta.
O registro fotográfico faz parte do programa Juventude Transformando com Arte, coordenado pelo Centro de Estudos de Políticas Públicas (CEPP), e ajudará ainda a desenvolver um mapeamento das experiências na área, através do Banco de Experiências Sociais com Arte e Cultura, projeto apoiado pela Fundação Kellogg, e também coordenado pelo CEPP.


Palavras de um grande autor, verdadeiras, fortes e muito significativas...vale à pena ler, refletir, e realizar.


Importa o que fica
A festa acabou...acabou o bolo, acabaram os brigadeiros, os salgadinhos, o vinho, o guaraná...todos se foram, fecham-se as cortinas, apagam-se as luzes, e a vida volta ao normal.
Normal? Nem tanto...de tudo, algumas coisas ficam...fica a certeza de que foi uma festa, virtual, sim, mas linda...o bolo era virtual, os brigadeiros e salgadinhos eram virtuais, o vinho era virtual(melhor assim), mas nem tudo era virtual...os amigos eram reais, o carinho era real, a satisfação de estarmos juntos, mesmo que distantes, era real.
E é isso que realmente importa.
Fica a certeza, de que não há limites em tempo nem em espaço, prá esse dom divino chamado "Amizade"...fica a certeza de que ninguém é uma ilha, e que temos a necessidade de estarmos entre pessoas queridas, que compartilhem das nossas alegrias, das nossas tristezas, da nossa vida, sem pedir nem exigir nada, apenas oferecendo sentimentos bons e tão significativos para cada um de nós.
Fica a certeza, de que somos imperfeitos, incompletos, e não vivemos acima do bem e do mal, erramos, consertamos, caímos, levantamos, sorrimos, choramos, e, se temos amigos, eles são nossas alavancas em cada um desses momentos.
Para mim, fica a certeza de que estive entre pessoas especiais, que tornaram meus 37 anos, bem mais significativos hoje, bem mais agradáveis e bem mais leves.
E é a Deus que agradeço por isso, pela beleza da amizade e pelo carinho que pude receber dessas pessoas tão queridas nesses dias.
De volta à vida real, mas com um motivo a mais para agradecer, sempre.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Cássia Heler

O segundo sol
Por enquanto
Lanterna dos afogados
Palavras ao vento
Vida bandida
Nós ao vivo
Partido alto
Vento litoral

Ana Carolina

Garganta
To saindo
Quem de nós dois
Velas e ventos

Olhos de mar

Música no telhado...cheiro de terra no ar...

brisa suave...é a chuva que cai!

Lá fora tudo é mar...aqui, o mar em mim...

Olhos secos de olhar...secos de marejar...

marejar por ver passar...o tempo!

O tempo que vai...que se esvai...e a vida segue, enfim!

terça-feira, 14 de agosto de 2007

As quatro fases

Entre imagens e cores me perco...
vago num mundo sem fim,
num tempo sem tempo de ter
nem tempo, nem olhos prá mim.

Me faço objeto de estudo,
me lanço num poço sem fundo,
sou átomo sob lente de aumento,
sou gene numa cadeia complexa,
sou qual pensamento de gênio,
sem nexo, sem tino,
sem começo, nem meio, nem fim.

Sou assim como as fases da Lua,
me alterno em tempos diversos,
sou plena e cheia, completa...
sou minguada, mirrada, errada,
ou cresço, cresço e apareço,
prá depois sumir, e ser apenas,
uma sombra, um contorno,
um recomeço!

"Meu querido diário, sei que ando meio ausente, não tenho lhe dado atenção, nem cuidado de vc, como um amigo merece ser cuidado. Mas, vc sabe como é, minha vida não é muito organizada, nem muito coloridinha, como eu gostaria, e...blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá..."
Acho que seria mais ou menos assim, meu diálogo com meu diário hoje, se eu fosse uma pessoa normal, do tipo que conversa com o diário, conversa com as plantinhas, dá bom dia ao sol, boa noite à lua...eu disse "se"...talvez não seja o caso, o meu caso...talvez eu seja tão, mas tão normal, que nem faça direito as coisas que as pessoas normais fazem, por achar que não seria normal. Então...deu prá entender né? Mas se não deu, paciência...diário não tem que entender, tem só que aguentar, desabafos, elucubrações malucas, devaneios, piadas sem graça, humor negro, de um tudo um pouco.
E, meus visitantes, leitores e passantes, que me perdoem esse raro momento de lucidez excessiva...ou seria da falta dela?
Bem, isso fica à critério de cada qual.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Hoje a receitinha é simples, e com gostinho de saudades...
Muitas pessoas conhecem essa, com outro nome, na verdade, o que importa aqui, não é o nome, nem a receita em si, que pode variar de acordo com a disponibilidade de certos elementos.Mas o significado, e alguns momentos que marcam nossa vida.Pode ser um soborô, ou um restodontê...ou simplesmente uma...

MINESTRA
Ingredientes:

o resto do arroz do almoço
o resto do feijão
aquela carne que é pouquinha, e não dá um pedaço prá cada um, desfiadinha, que é prá render(se não tiver a carne, não faz falta)
pode-se fritar um ovo,colocar o restinho do macarrão, ou uma verdura refogada...
O feijão tem que ser bem fritinho, depois se mistura todos os outros ingredientes...
Nas minhas lembranças, era tudo misturado numa panela de ferro, pesada e pretinha...um tiquinho de pimenta, prá dar um gostinho especial, a mãe, com a panela no colo, e um pano embaixo, prá não sujar a roupa, nem se queimar...uma colher, e os bocados de boca em boca...de todos os ingredientes, o melhor e insubstituível era o carinho e o amor, que nos unia em torno daquela panela. Tinha gostinho de quero mais.A receita passou aos netos...hoje, meu filho faz a MINESTRA...mesmo que não tenha resto, que esteja tudo fresquinho, e que haja fartura...esse gosto não tem igual.

Sempre tive um relacionamento amigável com os dicionários. Tenho um carinho especial pela nossa língua, admiro quem a respeita e sabe usá-la corretamente. Mas, nunca entendi muito bem, porque perdia tempos lendo e tentando conhecer e decorar vocábulos difíceis; adorava quando usava uma palavra nova, e me perguntavam o significado...me sentia importante, inteligente, culta.
Sem contar que corria logo a folhear as páginas desse "manual da língua", sempre que via ou ouvia uma palavra desconhecida...costume que mantenho até hoje, e tento passar aos meus filhos...dúvidas? Pega o dicionário, vamos ver!
Leio pouco, mas do pouco que leio, procuro absorver lições importantes e o mínimo de conhecimento necessário, para se manter diálogos inteligentes, sensibilidade ao reconhecer nossas riquezas verdadeiras, e, acima de tudo, a dignidade e o respeito, que o conhecimento nos proporciona.


Numa das minhas andanças pela net, encontrei um texto que me fez entender essa relação, e me emocionou muito.
A autora dispensa comentários, Cecília Meireles, portanto, quem se atrever a encarar essa viagem ao mundo dos vocábulos e dos sonhos, estará em boa companhia.
Boa leitura!

O Livro da Solidão/Cecília Meireles

Os senhores todos conhecem a pergunta famosa universalmente repetida: "Que livro escolheria para levar consigo, se tivesse de partir para uma ilha deserta...?"
Vêm os que acreditam em exemplos célebres e dizem naturalmente: "Uma história de Napoleão." Mas uma ilha deserta nem sempre é um exílio... Pode ser um passatempo...
Os que nunca tiveram tempo para fazer leituras grandes, pensam em obras de muitos volumes. É certo que numa ilha deserta é preciso encher o tempo... E lembram-se das Vidas de Plutarco, dos Ensaios de Montaigne, ou, se são mais cientistas que filósofos, da obra completa de Pasteur. Se são uma boa mescla de vida e sonho, pensam em toda a produção de Goethe, de Dostoievski, de Ibsen. Ou na Bíblia. Ou nas Mil e uma noites.
Pois eu creio que todos esses livros, embora esplêndidos, acabariam fatigando; e, se Deus me concedesse a mercê de morar numa ilha deserta (deserta, mas com relativo conforto, está claro — poltronas, chá, luz elétrica, ar condicionado) o que levava comigo era um Dicionário. Dicionário de qualquer língua, até com algumas folhas soltas; mas um Dicionário.
Não sei se muita gente haverá reparado nisso — mas o Dicionário é um dos livros mais poéticos, se não mesmo o mais poético dos livros. O Dicionário tem dentro de si o Universo completo.
Logo que uma noção humana toma forma de palavra — que é o que dá existência ás noções — vai habitar o Dicionário. As noções velhas vão ficando, com seus sestros de gente antiga, suas rugas, seus vestidos fora de moda; as noções novas vão chegando, com suas petulâncias, seus arrebiques, às vezes, sua rusticidade, sua grosseria. E tudo se vai arrumando direitinho, não pela ordem de chegada, como os candidatos a lugares nos ônibus, mas pela ordem alfabética, como nas listas de pessoas importantes, quando não se quer magoar ninguém...
O Dicionário é o mais democrático dos livros. Muito recomendável, portanto, na atualidade. Ali, o que governa é a disciplina das letras. Barão vem antes de conde, conde antes de duque, duque antes de rei. Sem falar que antes do rei também está o presidente.
O Dicionário responde a todas as curiosidades, e tem caminhos para todas as filosofias. Vemos as famílias de palavras, longas, acomodadas na sua semelhança, — e de repente os vizinhos tão diversos! Nem sempre elegantes, nem sempre decentes, — mas obedecendo á lei das letras, cabalística como a dos números...
O Dicionário explica a alma dos vocábulos: a sua hereditariedade e as suas mutações.
E as surpresas de palavras que nunca se tinham visto nem ouvido! Raridades, horrores, maravilhas...
Tudo isto num dicionário barato — porque os outros têm exemplos, frases que se podem decorar, para empregar nos artigos ou nas conversas eruditas, e assombrar os ouvintes e os leitores...
A minha pena é que não ensinem as crianças a amar o Dicionário. Ele contém todos os gêneros literários, pois cada palavra tem seu halo e seu destino — umas vão para aventuras, outras para viagens, outras para novelas, outras para poesia, umas para a história, outras para o teatro.
E como o bom uso das palavras e o bom uso do pensamento são uma coisa só e a mesma coisa, conhecer o sentido de cada uma é conduzir-se entre claridades, é construir mundos tendo como laboratório o Dicionário, onde jazem, catalogados, todos os necessários elementos.
Eu levaria o Dicionário para a ilha deserta. O tempo passaria docemente, enquanto eu passeasse por entre nomes conhecidos e desconhecidos, nomes, sementes e pensamentos e sementes das flores de retórica.
Poderia louvar melhor os amigos, e melhor perdoar os inimigos, porque o mecanismo da minha linguagem estaria mais ajustado nas suas molas complicadíssimas. E sobretudo, sabendo que germes pode conter uma palavra, cultivaria o silêncio, privilégio dos deuses, e ventura suprema dos homens.
(SÃO PAULO, FOLHA DA MANHÃ, 11 DE JULHO DE 1948.)

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Trabalhando e fazendo arte...só prá não perder o costume!

domingo, 5 de agosto de 2007



Confidência do Itabirano

Alguns anos vivi em Itabira.
Principalmente nasci em Itabira.
Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro.
Noventa por cento de ferro nas calçadas.
Oitenta por cento de ferro nas almas.
E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação.

A vontade de amar, que me paralisa o trabalho,
vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes.
E o hábito de sofrer, que tanto me diverte,
é doce herança itabirana.

De Itabira trouxe prendas que ora te ofereço:
este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval;
este couro de anta, estendido no sofá da sala de visitas;
este orgulho, esta cabeça baixa...

Tive ouro, tive gado, tive fazendas.
Hoje sou funcionário público.
Itabira é apenas uma fotografia na parede.
Mas como dói!

QUE GOSTO QUE O GOSTO TEM?


Gosto de morangos frescos, de sorvete de chocolate...gosto de mousse de maracujá...de bolo com guaraná! Gosto de brisa fresquinha, que vem meu rosto tocar...gosto de primavera, de flores, cores e amores!


O doce do teu sorriso, que gosto que ele tem? Tem gosto de céu limpinho, de nuvem de algodão...tem gosto do teu carinho, tem cheiro de açafrão! Teu gosto tem um gostinho, de chuvinha de verão!


Ah, como é bom esse sabor, suave , adocicadochegando devagarinho, ou sendo surrupiado...me causando arrepios, me fazendo estremecer...me trazendo o teu cheiro, teu gosto, teu calor...me fazendo acreditar que fomos feitos pro amor!


Nesse momento único, nem o universo existe...somos você e eu...seu corpo e o corpo meunossos lábios dançando juntos, ao som do nosso pulsar,somos o infinito, somos a imensidão...somos dois amantes,e uma só inspiração!

sábado, 4 de agosto de 2007

A descoberta da pólvora

Nunca gostei de ler jornal. Sempre me informei básica e superficialmente através da imprensa falada.
Ler jornal é uma arte, aqui, não cabe a máxima "não requer prática nem tão pouco habilidade.", pelo contrário, requer e muito.
O jornal é imenso, bem diferente de um livro ou revista. Não cabe confortavelmente nas mãos, é desajeitado. Ao contrário do livro, não tem capa dura, é mole, se não tiver habilidade manual, a leitura mais parece uma volta de tobogan, ele cai, se desmantela, as letras acabam se embaraçando, uma comédia. Não tem aquela colinha especial que garante as folhas todas juntinhas e bem grudadinhas, pelo contrário, são todas bem soltas, experimente ler seu jornal no banco do ônibus, ou no consultório médico, enquanto espera; uma verdadeira aventura. Se a pressa lhe impede de lê-lo do começo ao fim, e vc é obrigado à ir direto aos assuntos que mais lhe interessam, a menos que estes estejam nas primeiras páginas, desista; até que vc chegue na página escolhida, seu jornal já era, agora o que vc tem nas mãos, é um grande emaranhado de folhas e notícias, desorganizado e amassado.
Isso sem falar naquelas publicações mais simples, menos conhecidas, com um papel de baixa qualidade, que, se vc é daqueles que tem aquele hábito super, hiper, mega higiênico, de lamber os dedos para folhear as páginas, vai ter que carregar com você um lencinho, para limpar os dedos depois da sua leitura. Aquela tinta insiste em marcar território.
Já vi algumas pessoas, confortavelmente sentadas, abrir seu jornalzão, com a maior categoria, lê-lo do início ao fim, sem perder a classe, folheando calmamente, passando folha por folha, como se estivesse lendo um livro de capa dura e altíssima qualidade.
Será que existe um manual? "Aprenda a ler seu jornal, em cinco fascículos. Curso prático e rápido."Ou será que são anos e anos de prática?Não sei, só sei que acabo de descobrir que meus problemas acabaram.(ui)
Prá tudo, ou quase tudo na vida, há solução, e a cibernética tratou de aumentar essa estatística. Jornal virtual, ou on line, ou sites informativos, não importa, são uma invenção genial. Prático, confortável, atualizado, não requer prática nem tão pouco habilidade.
Continuo não gostando de ler jornal. Assim como meu remédio da pressão, que é difícil de engolir, e me lembra a todo instante que tenho uma doença crônica, e blá, blá, blá...são frios e realistas demais, difíceis de engolir, mas são necessários e imprecindíveis.
Eureka! Descobri a pólvora!

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Aqui, alguns de meus trabalhos em arte digital

Pão caseiro

70g de fermento biológico
01 copo de leite
04 colheres de margarina
04 colheres de açúcar
01 colher de sal rasa
03 ovos
02 colheres de farinha de trigo
Bater tudo no liquidificador.
Colocar numa bacia e acrescentar 750g mais ou menos, de farinha de trigo. Amassar até soltar do fundo e das mãos, acrescentando mais farinha se necessário.
Colocar a massa para crescer por aproximadamente uma hora.
Depois de crescida a massa, sovar um pouco mais, cortar em pedaços nos tamanhos desejados e moldar os pães.
Deixá-los crescer por mais uma ou duas horas.
Pode-se pincelar os pães com gema de ovo antes de assar. Assar em forno médio.

Opcional: pode-se usar um recheio, como queijo, presunto, frutas cristalizadas, azeitonas, etc.

Rendimento: de 10 a 12 pães médios.

Minha família sempre se reuniu em torno de uma mesa...hummmm, dá até prá sentir o cheirinho de pão quentinho!
Café com pão, café com pão, café com pão...quem quer??

Lula é cobrado sobre soluções para crise

A crise aérea entrou na pauta da reunião do Conselho Político a partir de provocação dos líderes. Eles cobraram de Lula que seja dada solução rápida à crise. "Não se pode tomar decisões a partir de emoções", argumentou o líder do governo na Câmara, deputado José Múcio.
Para diretor da Anac, crise aérea tem causas múltiplas Lula defende mudanças nas agências reguladoras
Segundo Múcio, este foi o único tema sobre o qual Lula foi provocado pelos líderes. Para a reunião do conselho na próxima semana ficou decidida a participação do ministro da Defesa, Nelson Jobim. A idéia é que ele apresente as medidas que estão sendo tomadas e os resultados já obtidos.
Durante a reunião, Lula teria reiterado que Jobim tem carta branca para fazer as mudanças que quiser no Ministério. Segundo fontes do Planalto, “o governo tem absoluto interesse de que se cheguem às responsabilidades e a solução da crise".
Durante reunião do conselho político na manhã desta quinta-feira, Lula teria dito que a crise no setor aéreo "é uma doença em metástase e o paciente - setor aéreo - não sabia - da doença". "Participei de cinco eleições e nunca se falou desse problema. Isso surgiu com as tragédias", teria afirmado aos líderes.


Aparentemente, o assunto "crise aérea" até agora, não passava de mera especulação para o governo. A tragédia com o vôo da TAM fez cair a ficha, e as atenções estão agora voltadas para um tópico que eu, que não sou leitora assídua da imprensa informativa, já não aguentava mais ouvir.
Como sempre, depois do leite derramado, (nesse caso o sangue), é que se chora a perda.


Bicho de estimação...vida de dono!

De uns tempos prá cá,troquei a grande caixa preta (TV), pela pequena tela virtual(PC), onde minha participação interativa me permite escolher com liberdade o que ver, fazer, ouvir, ou não. Mas, inevitavelmente, por vezes me deparo com o monstro massificador e formador de opinião(ou deformador?), e acabo vendo o que não quero ver, ouvindo o que não quero ouvir, e não querendo acreditar em muita coisa que se apresenta ali.
Pois bem, ontem esse encontro foi realmente inevitável, e quase inacreditável. Não sei onde, em que programa, nem em que canal, uma matéria sobre animaizinhos de estimação. Até aí tudo bem,a maioria das pessoas têm e amam seus animaizinhos, porém, aqueles eram "animais de estimação exóticos".
Isso mudava tudo, uma porca de 400quilos que entra e sai de casa, toma leite na caixinha, usa lacinho de fita na cabeça e passeia de coleira e correntinha na rua, que meiguice!!! Um galo lindíssimo, que dorme às dez da noite, acorda às nove da manhã, prá não incomodar os vizinhos, come na mão da dona e, pasmem...toma banho de chuveiro,sim, porque na banheira ele se afoga, e ainda recebe após o banho um tratamento especial nos pés, com creme hidratante. Achou demais? E o jacaré que sobe na cama do dono, e ganha bicotinhas naquele bocão????
Não, nada disso, eu me recuso a acreditar em tamanha aberração...puro exagero,truque de marketing.
Tá, eu já tive uma galinha de estimação, o nome era Cocó, uma meiguice, doce, carinhosa, linda mesmo! Ninguém colocava as mãos nela, ou melhor, colocava, prá pegar no colo, ou colocar no puleiro. Certo, ela tinha passagem livre prá dentro de casa, vez ou outra, e tinha a companhia e proteção do outro animalzinho, a cadela que tomava conta dela, como se fosse da sua família. Galináceos e caninos vivendo em plena harmonia. Mas tinha o limite da lógica animal, comia milho e folhas, ciscava no terreiro, dormia no puleiro, era uma galinha, e vivia como tal.
Dei à matéria o mínimo de importância cabível, e deixei de lado uma realidade longe, bem longe da minha.
Longe? Nem tanto.
Hoje, seguindo fielmente as leis do acaso, meu queixo caiu no chão.
Quinta-feira é dia da moça do Yakult,sem querer divulgar o produto, que aliás é caro demais,os genéricos são mais baratos e tão bons quanto. Mas os genéricos não têm moça que vem na porta da minha casa, vender na fichinha, prá pagar depois.
Então, pelo menos uma vez por mês, claro, na única data em que se tem não apenas dívidas, mas algumas divisas,é possível fazer a alegria da molecada que grita feliz "mãe, a moça do iorgute!!!". Como todo bom vendedor, claro que além de muito simpática, ela é também boa de papo. E inteligente, já que usou de uma artimanha prá deixar claro que minha cachorra estava irritando com a balbúrdia que fazia ao vê-la."Acho que a cachorra quer um também!", eu sorrio, sem graça, "que nada, ela é chata mesmo", e ela continua: "Menina, deixa eu te contar...sabe que minha melhor freguesa, gasta comigo R$(tantos reais), só de yakult prá cachorra dela?" Não creio no que ouço, a freguesa dela é minha vizinha de bairro, ali, pertinho de mim, a cachorra toma yakult, a bichinha até conhece o barulho do carrinho da moça, e começa a chorar quando ouve ela chegando. E como se não bastasse, tem uma ordem expressa da dona, que quando não estiver em casa, não pode deixar a pobrezinha chorando, a outra pobrezinha, a moça, tem que "pagar o mico", vendendo yakult prá cadela, para seu carrinho, pega o suquinho e dá prá sua melhor freguesa, e ainda marca na fichinha.
Ai que vontade de perguntar se a ficha era no nome da cachorra.
Então, duvidei, agora não duvido mais, pelo contrário, na próxima encarnação,não sei se isso existe, mas agora eu quero que exista, quero nascer bicho de estimação, de preferência exótico, que é prá garantir as mordomias.


quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Uma das minhas cenas preferidas no cinema.

Como todo espaço para leitura, textos informativos são de extrema importância, e vêm reforçar a necessidade desse hábito.

Sem a pretensão de fazer o papel de um grande jornal, ou um blog altamente informativo, vou tentar trazer aqui, no O Folhetim, informações e notícias do dia a dia, que sejam importantes e interessantes aos internautas em geral.
Boa leitura!










O paladar é responsável por sensações indescritíveis, e muitas vezes inesquecíveis...o sabor pode nos proporcionar lembranças, saudades, aromas, e pode nos levar à viagens no tempo e no espaço.
Como boa caipira que sou, tenho sabores que falam de mim, falam das minhas raízes, das minhas saudades, dos meus valores pessoais, e são esses sabores que estarão aqui, no fogão de lenha,enchendo esse espaço de aroma, de lembranças e de saudades.
Bom apetite!!






Casa No Campo/Elis Regina

Eu quero uma casa no campo

Onde eu possa compor muitos rocks rurais

E tenha somente a certeza

Dos amigos do peito e nada mais

Eu quero uma casa no campo

Onde eu possa ficar no tamanho da paz

E tenha somente a certeza

Dos limites do corpo e nada mais

Eu quero carneiros e cabras pastando solenes

No meu jardim

Eu quero o silêncio das línguas cansadas

Eu quero a esperança de óculos

E um filho de cuca legal

Eu quero plantar e colher com a mão

A pimenta e o sal

Eu quero uma casa no campo

Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé

Onde eu possa plantar meus amigos

Meus discos e livros e nada mais


Sampa/Caetano Veloso
Sózinho/Caetano Veloso
Brasil/Cazuza
Faz parte do meu show/Cazuza
O nosso amor a gente inventa/Cazuza
Pro dia nascer feliz/Cazuza

Sonho de Ícaro/Biafra
Leão ferido/Biafra



Beto Guedes

Todo azul do mar
Sal da terra
Tudo em você
Nascente
A corte na roça
Canção do mundo novo

Mentiras/Adriana Calcanhoto (executar com o WMP)

Devolva-me/Adriana Calcanhoto (executar com o WMP)

Acabei de ler isso : "Que sejamos como um raio de Sol: que mesmo penetrando nos abismos mais profundos, deles, sai tão puro como entrou." Não sei de quem é, mas gostei.

"Tudo como dantes, no quartel de abrantes..."(ou algo assim)...a rotina é agoniante, estressante, entediante, mas o corpo se acostuma à ela, se molda ao "nada de novo"...o novo trás ansiedade, medo, cria uma sensação de suspense, tem um quê de "não se sabe o que vem pela frente"...e nos faz recuar, estagnar, paralisar...mas o novo tem um cheiro bom, um sabor de futuro, de esperança, de renovação e realização possíveis...é necessário e vital, e não tem hora nem data marcada, tem que acontecer e pronto! ACORDAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!! (isso é prá mim)

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

AQUARELA DO MEU BRASIL


" De verde e amarelo, vestem-se os corações de um povo, que, acostumado ao preto e branco...conta com a pouca sorte das rosas que se sobrepõem aos espinhos do caminho!"

"Aqui, eu, que não ouso me auto-rotular de artista, vou fazer desse espaço, minha aquarela...do branco ao fúcsia, um pouco da alma de alguém que tenta ver além das cores."


Uma prece pela paz!
Marias, Joãos, Serafins e afins...são milhões e milhões de anônimos e Antonios, voltados e ligados em Diego, Lais, Jade,Edinanci,Daniela, Daiane, Janete, e tantos outros não anônimos, mas tão importantes quanto, que fazem, em poucos dias, esses tantos anônimos sofridos e por vezes até esquecidos, lembrarem-se de que uma nação, por mais injusta e cruel que possa parecer, é um pedaço de cada um de nós, uma parte que nos cabe, um coração que pulsa e vibra e que precisa também de atenção, carinho, cuidados, amor incondicional.É como uma mãe que erra, que se descuida, que se estressa,como qualquer ser humano, mas que jamais deixa de amar e dar sua vida, por seus filhos.Neste vídeo, que mostro aqui, um dos momentos mais bonitos e significativos, na abertura dos nossos Jogos Panamericanos, justamente no Rio, uma prece pela paz...um momento em que a união de povos de vários países, e os olhos do nosso povo voltados num só horizonte significam prá mim, e prá tantos, que assim como eu ainda acreditam nessa nação, um lampejo de esperança, um rainho de Sol, uma luzinha pequenininha mas que ainda brilha, no fim desse túnel imenso que é a nossa vida.Fica aqui, minha homenagem à esses guerreiros e guerreiras, que levantaram e estão levantando, com orgulho, nossa bandeira nesses dias, e que ajudam a manter acesa essa chama de esperança e fé em nosso país.

PAN 2007 - PAZ - Chico Cesar


Canção
(Cecília Meireles)

Pus o meu sonho num navio
E o navio em cima do mar;
_depois, abri o mar com as mãos,
para o meu sonho naufragar.

Minhas mãos ainda estão molhadas
Do azul da ondas entreabertas,
E a cor que escorre dos meus dedos
Colore a areias desertas.

O vento vem vindo de longe,
A noite se curva de frio;
Debaixo da água vai morrendo
Meu sonho, dentro de um navio...

Chorarei quanto for preciso,
Para fazer com que o mar cresça,
E o meu navio chegue ao fundo
E o meu sonho desapareça.

Depois, tudo estará perfeito:
Praia lisa, águas ordenadas,
Meus olhos secos como pedras
E as minhas duas mãos quebradas.

Preciso de alguém



Atividade do dia: organizar blog...ou desorganizar? Vale a segunda opção...
Agora eu tenho um diário de bordo...nunca fiz um diário, acho que nunca fui normal afinal!
Nem sei o que se faz num diário...conto sobre o meu dia, lógico...mas prá quem? e quem quer saber sobre o meu dia? Um diário é um amigo, dizem...meus amigos me ouvem, me dão bronca, riem das minhas das minhas loucuras, leem as besteiras que eu escrevo...meu diário vai apenas guardar, minhas idéias, meus desabafos, meus destemperos, minhas viagens...fica aqui guardadinho, acho que ele é um guardião fiel...não tem chave...a porta fica aberta...entre quem quiser, mas que se faça saber: aqui não há só flores ou amores...vai se encontrar de tudo, é uma viagem ao meu mundo...e ele às vezes é bem cinzento.
Seja bem vindo!

O meu amor/Chico Buarque

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca
Quando me beija a boca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada, ai
O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos
Viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigoRi do meu umbigo
E me crava os dentes, ai
Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz
O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me deixar maluca
Quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba malfeita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita, ai
O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios
De me beijar os seios
Me beijar o ventre
E me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo
Como se o meu corpo fosse a sua casa, ai
Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz

Carolina

Olhos nos olhos

Bye bye Brasil

Construção

Tatuagem

Cálice

Mulheres de Atenas





Começar De Novo / Ivan Lins (clique p/ executar com o windows média player)

Começar de novo e contar comigo,
vai valer a pena ter amanhecido.
Ter me rebelado, ter me debatido,
ter me machucado, ter sobrevivido,
ter virado a mesa, ter me conhecido,
ter virado o barco, ter me socorrido .
Começar de novo e só contar comigo ,
Vai valer a pena ter amanhecido.
Sem as tuas garras, sempre tão seguras,
sem o teu fantasma, sem tua moldura,
sem tuas escoras, sem o teu domínio,
sem tuas esporas, sem o teu fascínio.
Começar de novo e só contar comigo,
vai valer a pena já ter te esquecido.

Começar de novo...