Somos assim: somos o que pensamos, o que sentimos...e somos acima de tudo, aquilo em que acreditamos!
Nossos ídolos são nossos espelhos...refletem nossa alma, e nos levam ao encontro de nossos desejos, nossos sonhos, nossas fantasias, nosso eu mais profundo...e nos tornam muitas vezes mais fortes, porque acreditamos neles!
Somos assim: sedentos por nos apaixonar, por acreditar, por nos sentir vivos...e é isso que nos torna seres tão incrivelmente sedutores e apaixonantes!

sexta-feira, 6 de abril de 2007



FELIZ RENASCIMENTO

Somos corpo, alma, essência...e somos distintos, únicos, cada um a seu modo!

Temos em nosso íntimo a mesma ânsia pela vida, pela "tal" felicidade, e não medimos esforços para atingir esse propósito, por mais que isso nos custe!

E, apesar de todas as adversidades, ainda temos em comum o dom de crer em algo...a fé, como alguns chamam, ou simplesmente a esperança de ver nossos sonhos realizados!De acordo com a crença de cada um, este momento, que conhecemos como Páscoa, tem um significado único, especial e particular, mas a única coisa que realmente importa, é que façamos dele um momento de renovação, de renovar nossas crenças, nossa fé, nossa vontade, nossos sonhos, e nosso amor...Amor à Deus, aos que acreditam nele, amor à vida, aos que amam viver e sentir-se vivos, amor ao outro, aquele á quem chamamos de próximo, aos que acreditam nesse dom maravilhoso da amizade, e por fim, e não menos importante, amor à nós mesmos, aos que realmente acreditam na sua capacidade de amar!

Feliz RENASCIMENTO, pra´todos nós!!!!!Beijos!


(e muuuuuuuitoooooo chocolate, que a vida sem doçura, não tem a menor graça!)

quarta-feira, 28 de março de 2007


"O bicho

VI ONTEM um bicho / Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos. / Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava: / Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão, / Não era um gato,/ Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem." (Manuel Bandeira)

Um olhar além

Eramos eu e meu EU, ontem, em meio à confusão de um terminal rodoviário lotado de transeuntes apressados, de trabalhadores absortos em seus afazeres, de crianças, adultos, jovens, velhos...todos muito ocupados, concentrados, atarantados...é a vida que segue, cada qual em seu curso!
Mas esse meu EU, inquieto que é, decidiu que não queria ver olhos, ver rostos...queria ver mais, ver além, necessitava de uma expiação mais profunda da vida, talvez para tentar compreender algo que lhe incomodava e causava tal inquietude!
Foi então que me lembrei dos versos citados acima...iniciei minha expiação buscando algo que me levasse à uma reflexão sobre a vida...encontrei rugas, encontrei o tempo passado, presente em mãos enrugadas, trêmulas, que examinavam cuidadosamente, uma lata de lixo! Em busca de algo que lhe matasse a fome, talvez, ou simplesmente, num gesto de quem nada mais tem a fazer, senão espiar, vasculhar, examinar o que sobra da fome alheia.
Pensei em pensar no quanto a vida é injusta...novamente vi rugas...novamente o passado, presente em mãos trêmulas e enrugadas, só que desta vez, recolhendo os restos, recolhendo o que sobra da pressa, da correria, da "elegância" do SER humano...certo de que dali, daquele seu gesto que redime um pouco da superioridade alheia, teria garantida sua dignidade, seu título de homem de bem, suas noites de sono tranquilas.
Outra vez me atrevi a pensar no quanto a vida é injusta...e teria insistido nesse atrevimento, em busca das minhas respostas, se não tivesse olhado acima, se não tivesse olhado a vida como um dom de Deus...e, se acreditamos em sua justiça(e eu acredito), então seria incoerente dizer que a vida é injusta.
Talvez a vida não seja injusta, afinal, ou por outra, seja até justa, e nós, egoístas que somos, é que não temos a medida e o senso do quanto fazemos por merecer nosso teco de justiça...cobramos da vida um quinhão que não nos cabe e nos revoltamos com as respostas( merecidas), que nos vêm muitas vezes, em forma de castigos, e que, novamente atrevidos, atribuímos ao bom Deus, que só é bom quando nos atende prontamente em nossas "necessidades", nem sempre tão necessárias.
O que eu quero dizer com tudo isso? Não sei, só sei que é assim!





quinta-feira, 22 de março de 2007

Água, fonte de vida!

"Viemos do pó, e ao pó retornaremos", mas somos 70% água; vivemos no planeta Terra, que é formado por 70% de água, o dinheiro, bem tão valoroso prá nós, não cai do céu, não brota do chão, mas a água, essa milagrosamente cai do céu, e brota do chão...mata a sede, dá vida, alimenta, lava, renova! Temos um instinto natural de acabar com tudo aquilo que nos é vital? será que o homem nasce mal, e aprende a ser bom, ou nasce bom e aprende a ser ruim, muito ruim? Até quando vamos continuar insensíveis e inertes diante da vida que se esvai, que escorre por entre nossos dedos?

A natureza não é chamada de mãe à toa! Ela é generosa, é benevolente, é condescendente...de tão poderosa que é, poderia vingar-se dos filhos ingratos, arrasar-nos com dilúvios, maremotos, tufões, tsunamis, e tantas manifestações de ira e desagrado quanto fossem necessárias, para fazer esses pobres diabos, ignorantes e insensíveis perceberem o clamor tão doloroso da vida! Ao contrário disso, ela nos acolhe, se sofremos com o clima quente, o calor escaldante, a chuva vem, demora mas vem, salva lavouras, alivia nossos corpos, enche os rios, reduz a poluição, nos socorre! E quando a chuva se vai, tratamos de saciar a "nossa sede", enchemos as piscinas, lavamos os quintais, calçadas, calçada do vizinho, "refrescamos" a rua, lavamos os animais de estimação, brincamos com as crianças na água, usamos , abusamos, esbanjamos, e nem mesmo nos lembramos de erguer os olhos aos céus, e fazer uma prece, agradecer a graça, o bem que nos foi gratuitamente ofertado, e pelo qual quase nunca somos cobrados!

Acho que somos naturalmente ingratos, mas pagamos em pequenas parcelas, quase imperceptíveis, pela nossa ingratidão...estamos morrendo de sede, aos poucos, lentamente, dia a dia...e ficaremos, se não abrirmos nossos olhos, e os olhos do nosso coração, órfãos da nossa mãe, que chora silenciosa, a dor dos seus filhos!
Ergo aqui uma prece:

"Senhor, que os olhos da nossa alma nos tirem a trave dos olhos físicos, e abram nosso coração, para o clamor da vida, para a dor da natureza, e que nós possamos aprender ainda, que a matéria de que somos feitos, e da qual dependemos para viver, a água, é um dom, uma graça divina, e cabe a cada um de nós, cuidar para que seja preservada, e para que continue nos socorrendo e nos valendo, nos momentos de alegria, de desespero e de dor!
Que seja assim, hoje, amanhã e sempre!"

Aqui, um link da universidade da água, um site que fala de uma forma clara, e objetiva sobre esse bem tão precioso! Vale à pena conferir.

http://www.uniagua.org.br/website/default.asp?tp=3&pag=filme2.htm


quarta-feira, 21 de março de 2007

Tá decidido, amanhã a Leoa vira águia!
Vou subir minha montanha, mais tarde eu volto!

domingo, 18 de março de 2007


Arte, expressão da vida!

A Arte é a expressão maior dos sentimentos, dos anseios, da alma de um povo!
A cada nota musical, a cada passo de dança, a cada pincelada, cada linha rabiscada...um sonho que se desenha, um desejo que toma vida, uma vida que ganha cor, um silêncio que ganha eco, uma explosão de almas, capaz de abrandar o coração mais rude!
É assim desde que o mundo é mundo, temos em nossas veias a ânsia muitas vezes aprisionada, de vivermos outra vida, de vestirmos outra face, de falarmos outra língua, de sermos o que não somos.
Quem nunca deixou verter uma lágrima ouvindo uma bela canção, de amor ou não, que tocasse fundo na alma, que nos remetesse o pensamento e a emoção à temas profundos, que falassem de amor, ódio, tristeza, sonho, miséria, alegria, e tantos outros?
Quem nunca viajou, nas asas do pensamento, lendo um belo livro, uma bela poesia, com histórias inimagináveis, muitas vezes irreais, mas deliciosamente envolventes?
Quem nunca sentiu-se tomado de uma leveza, de um encantamento, nos passos da bailarina, que ora, parece pairar, leve como a folha da árvore que cai sem a menor pressa, ora, pisa e desliza, com a força e decisão de uma chuva torrencial em pleno verão?
Quem, nunca se contorceu diante de uma obra de arte, virando o pescoço, chegando perto, distanciando-se, tentando compreender as linhas, as cores, os contornos, a mente do artista que enxerga através, adiante, além, muito além da nossa compreensão?
Quem, nesse mundo, seria capaz de negar, os efeitos e conseqüências positivas, que podem ser captados em pessoas que passam a ter um contato mais efetivo com vários tipos de arte? Em tratamentos nos hospitais psiquiátricos, por exemplo, em escolas, muitas vezes de bairros pobres, nas Ongs, onde se trabalha com todo tipo de expressão artística, desde o mais simples artesanato, até a dança, que acaba muitas vezes dando lindas oportunidades à pessoas que jamais poderiam sequer sonhar com isso.
Ah, Deus, às vezes me pego divagando, tentando imaginar... por onde andam, o pensamento e a atenção do homem, que se diz moderno e evoluído, e não se apercebe de algo tão simples e tão fundamental? A necessidade de alimentar a alma e o sentimento do homem, instigar a doçura, ao invés da revolta, a sensibilidade ao invés da dureza, aguçar a curiosidade, ao invés da soberba, provocar a criatividade, ao invés da raiva, da ira, estimular a busca do conhecimento, a sede do saber, essa vontade quase sempre aprisionada que temos, de vestir uma fantasia e sair por aí, de Bethoven à Ana Botafogo, de Platão à Tarcila do Amaral, de Stanislavsky à Rui Barbosa, de Carmem Miranda à Van Gogh, vestidos de sonho, e acreditando que a vida realmente vale à pena!